sexta-feira, 29 de dezembro de 2017

Benefícios do Xadrez nas Escolas


Kaluan Bernardo 
23/11/2016

O Xadrez, jogo milenar e dos mais populares do mundo, é muito mais que isso. É também esporte, reconhecido pelo Comité Olímpico Internacional; símbolo de épocas e nações (foi marco importante na Guerra Fria) e, nas escolas, uma ótima ferramenta de educação para crianças.


Adriano Caldeira

Há uma extensa literatura acadêmica que acompanha o potencial pedagógico do xadrez. Entre os benefícios estão o desenvolvimento do pensamento lógico, aumento de atenção e concentração, imaginação, criatividade, amadurecimento do julgamento e do planejamento, capacidade de antecipar fenômenos, desenvolvimento da vontade de vencer, da paciência e do autocontrole, defende Antonio Caldeira, mestre pela Federação Internacional de Xadrez (FIDE) e autor do livro Para aprender a ensinar xadrez na escola.

"O Xadrez molda o caráter. Ensina a lidar com sua própria frustração, a conhecer suas virtudes e seus limites, a saber onde começa o seu limite e onde começa o do outro. Ensina também respeitar o adversário, a agir com cavalheirismo. Os resultados são imediatos. A criança passa a pensar em objetivo final, aprende a estudar com método", comenta.

Importância reconhecida

Adriano não está sozinho em sua defesa. No Brasil, o Ministério da Educação já reconheceu em diversas oportunidades os benefícios do Xadrez. Governos municipais e estaduais promovem diferentes campeonatos e programas de ensino. "Na rede municipal de São Paulo há 49 mil crianças tendo aula e mais mil professores capacitados para trabalhar com esse projeto nessa área. Há alguns anos que o campeonato municipal das escolas tem mais de 20 mil participantes", diz.

O Parlamento  Europeu, em 2016, recebeu a conferência Chess in Schools (Xadrez nas Escolas) com o objetivo de discutir as práticas educacionais do esporte. O programa,criado em 2014, já foi testado em mais de 17 mil escolas e com 1 milhão de crianças.

Países como Armênia, Índia, Turquia e Noruega investem cada vez mais no jogo com o objetivo de produzir futuros campeões. Muitos se inspiram em um conjunto de pesquisas produzidos pelo Quiad Citles Chess Club in America, que mostra os benefícios do xadrez na educação.

Não há outra atividade que custe tão pouco para organizar e que derrube tantas barreiras. Idade, sexo, raça, religião... eles não significam nada no xadrez . Qualquer um pode aproveitar. Aproximadamente 500 milhões de pessoas de 167 países jogam o jogo e apenas o futebol pode rivalizar com isso" comenta Malcolm Pein, jornalista e mestre enxadrista, ao jornal The Guardian.

Como ensinar

Há uma idade certa para ensinar Xadrez nas escolas? Sim, quando a criança aprende a amarrar os sapatos, que é quando ela está desenvolvendo inteligência abstrata", responde Adriano.

Mais do que tomar cuidado com as idades é necessário capacitar corretamente os professores para que ensinem com método, acompanhando a evolução individual dos alunos e cuidando para que eles não se desmotivem. Adriano acredita que, quando as crianças são menores, a aceitação do xadrez é maior do que quando se tornam adolescentes e passam a se interessar por outras coisas.

Se você perde a disciplina dos alunos ou o controle da sala de aula, você dificilmente irá recuperar isso depois", diz. "É preciso ter a metodologia correta e oferecer desafios para as crianças - porque elas gostam de desafios. É preciso também ensinar o trabalho em equipe, porque muitas vezes a criança aprende muito melhor com outra criança", conclui.

"Há ainda alguns que gostam de estudar, mas não gostam de jogar porque têm medo", diz. "Nesses casos, o jogo pode ensiná-los a lidar com a frustração e promover a competição saudável. "Crianças que estuam xadrez não têm branco no vestibular", comenta. Ele defende que no jogo não há condescendência do professor, que pode dar meio certo para uma resposta."Basta uma jogada errada para você perder tudo. O seu oponente, diferente do seu professor, está ali para impedir sua vitória", exemplifica para ilustrar semelhanças com a vida adulta.

Para conquistar tais benefícios, no entanto, não basta ensinar apenas o básico do Xadrez. É necessário que os estudantes se aprofundem na prática, indo da concentração à contemplação - o estágio onde começam a imaginar e criar muito mais.

Além disso, defende Adriano, o jogo se difere da educação tradicional porque, além de lidar com os sentidos das crianças, também atua no campo simbólico e emocional. " O Xadrez tem muito simbolismo. As peças, tudo, vem mudando desde a Idade Média para representar a sociedade," diz. Um exemplo: Na Idade Média não existia a peça da rainha, era a do primeiro ministro. Quando a mulher passou a ganhar mais visibilidade, e as rainhas se tornaram mais, a peça mais poderosa do jogo se tornou uma mulher.

quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

Cada vez mais perto!

Casarão da Cultura Dom Vital




Fernando Melo e Edillon Lima, em Juripiranga

Caro Mestre
Fernando Melo
Boa tarde!
Com relação à matéria tenho acompanhado diariamente suas publicações nos Blog Reino de s Caissa e FPBXadrez. Gostei muito da matéria que o Sr. menciona Pedras de Fogo-PB e sobre nosso diálogo em Juripiranga-PB.

Estou vendo junto ao Secretario de Educação e Esportes uma data para que o Prefeito possa recebê-los e conversar sobre a parceria entre o Município de Pedras de Fogo e a FPBX. Sobre a realização da Simultâneas convencionais e às cegas durante as festividades do Forró Fogo e Festa de Emancipação Política deste município com data prevista para os dias 5 ou 6 de maio de 2018 e até mesmo um torneio de xadrez com nome Dom Vital Maria Gonçalves de Oliveira, a pessoa mais ilustre de Pedras de Fogo e amigo daquele que foi o presidente do primeiro Clube de Xadrez do Brasil, Machado de Assis.

"Nenhum lutador mais impetuoso, mais tenaz e mais capaz que D. Vital,  bispo de Olinda, e a impressão que este me deixou foi extraordinária" - Machado de Assis

Também mencionei que seria importante que tivéssemos a presença de você no final do ano de 2018 para realizar a culminância do Projeto Xadrez na Escola com um Torneio Escolar de Xadrez, pelo ao menos participarem  da final com a entrega da premiação. Nesse caso a data seria previamente agendada para não afetar o Calendário da Federação Paraibana de Xadrez. 

No sia 14 de janeiro estarei no Clube Cabo Branco para prestigiar sua posse e levar minha filiação. Filiação do primeiro enxadrista Pedrafoguense na Federação Paraibana de Xadrez-FPBX. Creio que seja.
Atenciosamente,
Edillon Lima

quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

Amor e superação ...

...viram marca em curso de Xadrez, em Itabuna-BA

Jornal Bahia Online
Professor Ailton: realizando um sonho!

A Casa das Artes - Unidade Centro está funcionando desde março de 2014 e desde então,os mais de 21 cursos oferecidos pela instituição, todos gratuitos, estão mudando a vida dos itabunenses e dos cidadãos da região. O xadrez é um dos cursos que vem ganhando um bonito destaque, não somente pelo jogo, mas pela história de superação e experiência que o professor Ailton José da Silva tem levado para a sala de aula. Em uma conversa sobre seu percurso, pessoal e profissional, Ailton conta: "Estou aqui realizando um sonho". Com 44 anos e deficiências físicas, ele fala de como vê suas limitações e o motivo pelo qual escolheu o xadrez como atividade profissional e destaca a importância da Casa das Artes nessa realização.



"Aprendi a jogar xadrez com cinco anos de idade, e passei a minha  adolescência jogando, inclusive profissionalmente. O xadrez é encantador. Além de exercitar a memória e o raciocínio, ele trabalha o comportamento. É básico no xadrez saber ganhar, perder, aprender a respeitar o adversário, no xadrez é impossível trapacear. E isso não é nada forçado, eu não os doutrino, eles aprendem e quando eu vejo já está pronto, eles estão prontos", explica o professor

O professor Ailton fundamenta que o xadrez existe a 1400 anos, e desde então, o ser humano vem aperfeiçoando essa forma lúdica de brincar. Ao mesmo tempo, o xadrez ajuda a mente humana de forma a acelerar a memória, o raciocínio e as capacidades cognitivas. E acrescenta dizendo, que o xadrez no Brasil nunca foi bem difundido, enquanto em alguns países, como França e Holanda, o xadrez é obrigatório nas escolas. E salienta: "Esse passo que estamos dando na Casa das Artes é um passo enorme, talvez dezenas de anos que estamos avançando na nossa educação".

O curso de Xadrez e a história do professor Ailton inspiram também a superação dos alunos. Há um aluno que chegou na Casa das Artes acompanhado pela mãe, com o desejo de fazer algum curso que ocupasse o seu empo e ajudasse na sua melhora e desenvolvimento. A mãe relatou que, por conta de um acidente, o seu filho havia desenvolvido uma sério problema de concentração. A Casa das Artes então indicou o Xadrez. E ele foi! Na verdade é o primeiro da turma a chegar, sempre pontualmente. "No começo,ele entrava na sala, e após alguns breves minutos já estava ele rondando a Casa inteira, sem conseguir se concentrar. Pacientemente eu o respeitei e o deixei livre para procurar outros cursos na Casa., e voltar para a aula de Xadrez quando tivesse vontade. Até que um dia ele jogou duas horas seguidas com a maior satisfação e quando chegou ao fim, perguntou: "é só isso professor?", complementa Ailton com um sorriso.

O professor explica ainda, que tem casos de mães que o procuram durante as aulas para relatarem que os seus filhos estão melhorando em matemática, e até no próprio comportamento e concentração. "Uma chegou a disparar que estava gostando das aulas porque eu estava servindo de exemplo para eles", conta entusiasmado.

Ailton fala ainda dos problemas, das dificuldades encontradas e suas limitações. É quando ele respira forte e responde: "Todos nós temos problemas, alguns mentais, outros físicos, financeiros, mas o maior deles é você criar limites. Eu procurei sempre não criar os meus limites, querer fazer e me propor a fazer, eu quero fazer, eu posso fazer. E aqui na Casa das Artes estou realizando um sonho" finaliza o professor.

terça-feira, 26 de dezembro de 2017

Circuito no ECCB


Gilberto mostra a Fernando o local do torneio









Estivemos na manhã hoje visitando o local da II Etapa do Circuito FPBX -Um por todos, todos por um, e que será no salão onde se realiza o tradicional Jantar Dançante, no Esporte Clube Cabo Branco. Na oportunidade, eu e Fernando Sá, fomos recebidos pelo presidente do Cabo Branco, Gilberto Rui, onde foi definido os pontos principais do evento. A data, 14 de janeiro, um domingo, começando impreterivelmente às 14 horas e se encerrando por volta das  17h30m. 

As inscrições já estão abertas para 50 vagas, número máximo que será permitido. Os interessados devem procurar Fernando Melo, pelo telefone 3226 2685, ou e-mail melofernando antonio@gmail.com.

Lembramos que o torneio vale Rating FIDE-Ativo e a taxa de registro já foi devidamente paga à CBX. O campeão receberá troféu e o vice e terceiro lugar, medalhas, ofertados pelo Clube Cabo Branco. O torneio contará de 6 rodadas, com 15 minutos nocaute, ou 10 m + ( 5s por lance). Os jogadores devem portar jogo de peças e relógio e chegar ao local dos jogos 30 minutos antes do início da primeira rodada, portanto às 13h30m. A inscrição é de 30 reais com direito ao cadastramento da FPBX. Os cadastrados pagam 20 reais. Menor de 18 anos, paga 20 reais com direito ao cadastro e os cadastrados pagam 10 reais.

domingo, 24 de dezembro de 2017

Salve o xadrez das mulheres!

Feliz Natal a todas as mulheres enxadristas da Paraíba e se preparem porque em 2018 vamos ter , organizado pela Federação Paraibana de Xadrez, o I Campeonato  Paraibano Feminino, valendo Rating FIDE!

sexta-feira, 22 de dezembro de 2017

Boletim FPBX/0003 - Prestando contas




A Prefeitura Municipal de Juripiranga, através do seu Departamento de Finanças, depositou ontem nas contas bancárias de Luiz Tomaz, Marcos Valério e Ivanilson Pereira, os valores respectivos de R$ 300,00, R$ 200,00 e R$ 150,00, referentes ao Campeão, Vice Campeão e Arbitragem da II Copa Caldas Vianna 2017. 

Esse valor total de R$ 650,00 (seiscentos e cinquenta reais) foi previamente estabelecido em reunião com o prefeito Paulo Dalia e o diretor do torneio Fernando Melo, que na oportunidade representava a Federação Paraibana de Xadrez. 

Boletim FPBX/0002 - Prestando contas

O XXV Campeonato Paraibano de Xadrez 2017, realizado na Fundação Casa José Américo de Almeida, teve um total de Receita de R$ 3.160,00 (três mil cento e sessenta reais), sendo R$ 2.500,00 (dois mil e quinhentos reais), como doação do amigo do xadrez paraibano, Dr. Luis Flávio Paiva, e R$ 660,00 (seiscentos e sessenta reais) de 15 inscrições pagas/creditadas, sendo 8 de R$ 30,00 e 7 de R$ 60,00. 

Já as Despesas foram de R$ 3.248,00 (três mil duzentos e quarenta e oito reais), com um saldo negativo de R$ 88,00, para a conta da Federação Paraibana de Xadrez. 
Foram pagos R$ 1.600,00 (hum mil e seiscentos reais) de premiação, R$ 568,00 (quinhentos e sessenta e oito reais) de taxas CBX/FIDE, R$ 500,00 (quinhentos reais) de arbitragem, ; R$ 240,00 (duzentos e quarenta reais) serviço de limpeza e manutenção; R$ 130,00 (cento e trinta reais) medalhas; R$ 110,00 (centos e dez reais) aluguel de mesas/cadeira R$ 100,00 (cem reais) despesas gerais (café, água, bolacha). 

João Pessoa, 11 de dezembro de 2017 - Petrov Ferreira Baltar - Presidente FPBX